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quarta-feira, 11 de maio de 2016

RESENHA: "Xexelenta" de Xexenia.

Quando falamos em Xexenia raramente sabemos o que esperar, mas já sabemos de antemão o estrago que ela irá fazer. Desde seu debute lá em meados de 2013, a cantora nunca adquiriu um estilo musical fixo, às vezes arriscando no rap, outras vezes se jogando no pop ou algo mais genérico, muitas vezes fazendo-a soar como apenas "mais do mesmo".

Xexenia sempre foi uma artista que buscou trazer singularidade em suas letras, para tentar se destacar em meio ao estilo musical tão comum de se ouvir por aqui, tentativas às vezes bem sucedidas, às vezes não. Digamos que, numa escala de 0 a 10, o repertório musical de Xexenia sempre beirou entre o 6 e o 7, enquanto seu repertório visual ultrapassava metas de 8 ou 9, na mesma escala.

Mas, com o seu último grande lançamento, ela veio disposta a provar o contrário. "Xexelenta" é o tipo de álbum que você nunca imaginou ouvir na história da música virtual, o que chega a ser bastante arriscado. Depois de quase 3 anos injetando o genérico pop em nossas veias, será que se jogar tão fora de sua zona de conforto não fará mal àqueles que ainda usufruem do medicamento?


01. Xexelenta
O álbum é aberto com sua poderosa faixa título. Logo em sua primeira faixa, "Xexelenta" já mostra para o que veio. "Xexelenta" traz uma batida de funk carioca já apresentada no lead single do álbum "Potranca", porém, trocentos por cento melhor. A letra da faixa é o maior afronte apresentado por uma cantora virtual desde "I Hate Fake Pop World" da cantora Lady Murphy, com alvos de ofensa que variam de simbook à Gabi, o álbum não poderia ter começado melhor. "Escutei suas músicas e percebi que, pela sonoridade, views não significam qualidade"

02. 9090
Seguindo a linha da primeira faixa, "9090" traz uma letra engraçada sobre um tema inusitado. Nessa faixa, Xexenia canta sobre seus problemas com os pacotes de franquia da sua operadora e sua dificuldade em fazer recargas em seu telefone, tendo que se submeter a fazer ligações a cobrar sempre que tiver alguma emergência. Uma faixa engraçada, descontraída, mas nada marcante, ao contrário da anterior.

03. Potranca (ft. Katrina Prada)
Agora chegamos ao lead single do álbum, em parceria com a cantora e produtora Katrina Prada. "Potranca" tem uma ótima sonoridade, seguindo a linha apresentada até aqui, sendo mais marcante que "9090" e menos que "Xexelenta". A composição da faixa, por sua vez, é bem genérica - infelizmente. Se eu recebesse um anexo com a letra de "Potranca", sem saber de quem pertence, eu facilmente acharia que se tratava de uma novata buscando por sucesso nas paradas musicais, já que. durante toda a letra, Xexenia e Katrina cantam sobre ostentação, recalque, noitadas, sexo e etc. Qual foi a expressão usada no início do post mesmo? Ah... "Apenas mais do mesmo".

04. Tão Piranha
"Tão Piranha" é a faixa mais 'popzinha' até aqui, mesmo sendo totalmente carregada por elementos de funk. A sua instrumental mescla com batidas do ritmo carioca com alguns samples de músicas eletrônicas, natural de se ouvir em boates por aí. Com uma letra novamente "mais do mesmo", o que carrega a faixa por seus quase quatro minutos é a sua instrumental e produção, que ainda sim são razoáveis.

05. Preocupada (ft. Kelly Marina)
Abandonando o funk apresentado nas primeiras faixas, "Preocupada" é a faixa mais engraçada apresentada até aqui. Com uma instrumental bem gostosinha de se ouvir e uma produção impecável, Kelly e Xexenia largam de mão todos os problemas da vida e tacam, literalmente, o "foda-se" para tudo e todos. Originalmente, essa faixa foi lançada no canal de Kelly como uma demo descartada do seu primeiro álbum "Favela Urban", mas, com certeza, ela ficou bem melhor aqui. Parceria melhor impossível, né non?

06. Sentença
A faixa mais radiofônica do registro até aqui. "Sentença" traz uma letra interessante e até engraçada, com uma ótima produção, mas uma instrumental que - em momentos que deveriam ser de ápice - acaba pecando. Enquanto Xexenia canta em cima da instrumental, a faixa é ótima e não apresenta defeitos, porém, durante toda a pausa no refrão, ela se torna enjoativa e não traz nenhum elemento animador que te faça querer dançar ou ouvir novamente. É uma faixa relativamente boa, mas que poderia ser melhor com algumas melhoras nas escolhas.


07. Instantes
E chegamos no maior momento do álbum. "Instantes" não é só a melhor música de todo o "Xexelenta", mas também a melhor de Xexenia em todos os seus 3 anos de carreira. A instrumental, a letra e a produção se encaixam perfeitamente bem, tornando o arranjo musical perfeito. Com uma composição assinada pelas mãos de Kelly Marina e uma instrumental totalmente no estilo da demo de "Bem Doida", apresentada pela cantora no Jingle Ball 2014, não poderíamos esperar menos.


08. Matemática Corporal (ft. Tanusha)
Seguindo os moldes de "Instantes", "Matemática Corporal" é uma faixa interessante de se ouvir no repertório de Xexenia, mas é totalmente a cara da Tanusha e da Helena (que assina embaixo da produção e na co-composição da faixa). Acontece que, ao ouvir Xexenia interpretando a canção, é difícil ouvi-la cantando por cima de uma instrumental tão 90's style e falando uma letra tão formal como essa, mas, quando Tanusha aparece, é como se estivéssemos ouvindo algo do repertório da mesma. Apesar da ótima produção e da ótima instrumental, "Matemática Corporal" peca por deixar a sua intérprete principal perdida fora de sua zona de conforto, visando que o objetivo desse álbum é provar que ela sabe se adequar fora dela.


09. Outrora
Quase no fim do álbum, temos a curta e sombria "Outrora". Escolhida como segundo single do disco, a canção retrata um amor ainda não superado por Xexenia, que tenta esquecê-lo, mas simplesmente não consegue. Com uma letra impecável e uma produção razoável, o ápice da canção é o refrão cantado pela cantora e sendo interpretado ao fundo na voz de uma pessoa real, deixando a faixa mais melódica e obscura.

10. Chapéuzinho e o Lobo Mau
A última faixa do disco, e talvez a mais sincera, está entre nós. "Chapéuzinho e o Lobo Mau" é o grande desabafo de Xexenia em relação a uma amizade que a decepcionou. É aquela velha história do melhor amigo que arranja uma namorada e te joga de lado, só que mil vezes mais artística do que qualquer filme que você já tenha visto com uma temática parecida. A instrumental e a produção se casam perfeitamente, criando uma imensa harmonia durante a faixa que se completa com a maravilhosa letra escrita pela própria. Se você nunca imaginou ouvir Xexenia cantando faixas sobre desilusões ou decepções, essa é a melhor maneira de se começar.



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Confira os detalhes, a resenha e ouça o álbum "Sunset" de Helena.

Nesse final de domingo, Helena anunciou o seu primeiro álbum "Sunset" de surpresa, atráves da plataforma de streaming YouTube. Mesmo com um evento pronto e planejado, a cantora decidiu adiar o mais rápido possível o lançamento, que estava marcado para o dia 26 deste mês. Porém, nós da Oddcast Guild tivemos a agradável oportunidade de ouvir o álbum antecipadamente e fazer a nossa resenha. Confira todos os detalhes da era "Sunset", que só está começando.

Ouça o álbum clicando aqui.

INSPIRAÇÕES
A capa de Sunset, fotografada por Helena e a cantora Raquelusho, tem como inspiração dois álbuns marcantes e mainstreams na época em que foram lançados. Something To Remember é a principal inspiração para a capa do álbum, as cores, o cabelo e a pose são notórias homenagens à essa coletânea de baladas românticas lançada pela rainha do pop, Madonna. Outra inspiração notória na art cover do disco é a capa de "Light Years", um dos menos conhecidos álbum de Kylie Minogue.

















Ao lado esquerdo, a capa do álbum "Sunset" e do lado direito as inspirações utilizadas para a projeção da arte do disco.

RESENHA

Sunset
O álbum é aberto por sua faixa título e ela é INCRÍVEL. “Sunset” é exatamente tudo aquilo que um álbum precisa para ser seu “abre-alas”, a faixa tem letra marcante, produção impecável e uma batida tropical maravilhosa que nós jamais imaginaríamos ouvir isso vindo das mãos de Helena ou nem mesmo de nenhum artista do mundo virtual. “Sunset” se torna perfeita para abrir o álbum por outro motivo: A faixa conta exatamente uma transição de “Corpo” para o álbum de mesmo nome, em sua letra, Helena canta que ainda está machucada do último amor e precisa de algo para se recuperar e procura seu antídoto na praia. É uma música incrível e prepare-se, pois, a frase “Quando o sol se for” vai ficar grudada na sua cabeça por muito tempo.


Calor
“Calor” foi completamente a aposta certa para o hit do verão oddcast. É uma música audaciosa pelo fato de "trazer algo" que já se tornou obsoleto no oddcast, músicas com o tema "Putaria". Mas a música não se torna um dos pontos altos do disco por sua letra viciante e nem pela instrumental que te faz sentir em uma praia usando drogas toxicomaníacas e fumando maconha hidropônica com a pessoa que você mais ama na vida. Tudo, completamente tudo, foi certamente encaixado para o lançamento. A capa do single, o período em que ele foi lançado, os nomes envolvidos atrás da produção e uma remoção de imagem de uma artista alternativa e depressiva, como imaginávamos Helena em "Corpo", já que por sinal, este projeto não trouxe nenhum visual que fizéssemos compreender a personalidade de Helena.


Reflexo Aquático
Ainda mantendo a vibe tropical do álbum, porém, um pouco mais melancólica, temos “Reflexo Aquático”. Esta canção não veio para te fazer dançar e nem para te deprimir e fazer você chorar por dias. É um meio termo, dá para dançar uns “hula-hula” enquanto ouve a canção, mas, ao prestar atenção na letra, dá para ver a emoção de Helena retratada na composição. Vagamente você se lembra de “Corpo” quando presta atenção na letra, já que a cantora faz uma comparação de como ela era antes à como ela é agora, sinceramente, preferimos você assim Helena, por favor não mude.


Último Verão
Apesar do começo bem lento e melancólico, “Último Verão” tem a instrumental mais eletrônica do disco, mas, sem perder a única característica primordial do álbum que é a vibe tropical. Essa é a canção que mais tem potencial para as rádios e prevejo ela ficando grudada na cabeça de muita gente por bastante tempo, mesmo não sendo a melhor do disco, com certeza vai ser a primeira pedida para aqueles que curtem uma boa farofa.

Drama (Get High)
Essa é completamente a melhor música do álbum. Desde que o álbum foi lançado, essa canção será a com mais visualizações, mais notoriedade e a com mais destaque do que todas as outras do álbum. É completamente impossível falar que essa música é ruim, sua sonoridade é tão deliciosa que te faz esquecer dos seus problemas por 3:36 preciosos minutos. Não soa como uma mera música oddcast, onde muitos dos que se dizem artistas, colocam acapellas prontas em uma instrumental. Esqueça todas as músicas dance e
animadas que você já ouviu no oddcast, Drama vai fazer compensar toda essa longa espera pelo tão almejado disco.


Traffic Jam (feat. Tanusha)
Apresentada primeiramente ao público através do último Grammy Station, “Traffic Jam” é uma das melhores baladas já ouvidas na história do oddcast. A troca repentina de vocais entre Helena e Tanusha, que acontece durante toda a canção, deixa ela com um ar muito mais harmonioso do que se tivesse sido cantada sozinha por qualquer uma das duas. Não é de hoje que nós sabemos que quando Helena e Tanusha se juntam nós teremos um grande material em mãos, porém, “Traffic Jam” superou todas as expectativas, que já eram altas, para essa canção. Por favor, façam uma de Van Vogue e Lady Murphy e colaborem uma com a outra em todas as próximas eras que vierem. É uma ordem!

Areia Molhada (feat. Gabi)

A transição non-play da música começa com um sample de "You Are My Sunshine" de Johnny Cash, junto com um efeito sonoro de chuveiro, o que mais é necessário para ficar ansioso por uma música?. Tudo foi mais uma vez projetado para complementar esta viagem Chill e relaxante do disco. A participação da artista Gabi faz a música se diferenciar das outras, pois a personalidade das duas ambiciosas artistas se encaixam e deixam a música mais paradisíaca do que nunca.


Mia Wallace
Uma música descrita pela própria Helena como “uma música perfeita para fumar maconha”, é a mais relaxante do álbum, depois de misturas entre deep house e chill. A composição é confusa, assim como toda a música, nos deixando curiosos e nos levando a interpretar nossas próprias conclusões. O nome da música vem da personagem do filme “Pulp Fiction” e um dos melhores e maiores de um diretor consagrado, Quintin Tarantino.

Subconsciente (Interlude)
Uma das interludes mais bem produzidas e encaixada de todos os tempos no oddcast, Helena vem com mais um ápice de criatividade. As transições de "Mia Wallace" para essa música faz tudo parecer realizado para a Helena, e você sente o êxtase da cantora de ter produzido um dos melhores álbuns oddcast. Os últimos minutos da introdução te leva para o final de tudo isto, te fazendo implorar por mais e mais.


Aloha

Mesmo sabendo que Aloha significa “Olá” e “Adeus”, todos sempre preferiram representá-la da primeira forma. Aqui isso não acontece. “Aloha” é a despedida desse grande álbum e, na faixa, Helena está se despedindo de alguém e implorando para que esta não a abandone, pelo menos, até o verão acabar. Voltando as origens tropicais do álbum, “Aloha” fecha perfeitamente bem o ciclo desse álbum que foi maravilhoso do início ao fim. Lembram que eu disse que a frase “Quando o sol se for” ia ficar em suas cabeças? Então, ao ouvir esta faixa, vocês vão entender do que eu estou falando.

CONCLUSÃO












































quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

RESENHA: 'Mississippi Motel' de Van Vogue.

Desde seu debute, em março de 2015, Van Vogue é um nome que ficamos de olho 24 horas por dia, curiosos para conhecer seus próximos passos. Seu álbum de estreia marcou as paradas de sucesso por um longo tempo e se mantém, estavelmente, até hoje.

Mas, em dezembro do ano passado, a cantora lançou o sucessor do 'Wild Art'. 'Mississippi Motel' contém 14 faixas e traz uma temática bem interessante. A própria cantora disse que o álbum retrata sentimentos de uma hóspede de um motel: Amor, dor, paixão, prazer, ódio, obsessão, depressão, superação e etc. Ou seja, olhando de outro ponto, o álbum basicamente conta a história de uma mulher - que no caso seria a personagem principal da "história" - que vai para um motel e lá passa por diversos altos e baixos até chegar a conclusão da história que você irá conhecer ao final dessa resenha. Então, comecemos:

01. Doppelgänger
Sentimento: Auto-rejeição.
O álbum é aberto pela maravilhosa "Doppelgänger" que caiu facilmente em nosso gosto por diversos aspectos, sejam eles sua produção, sonoridade ou sua composição e sobre o que ela se trata. Para quem não sabe, a palavra Doppelgänger vem do alemão e significa ser alguém que você não é, na tradução literal, Sósia. Na letra, Van Vogue alega não entender o motivo de sua existência e confessa que mesmo querendo ser igual a algumas pessoas que conseguem se levantar da cama e esboçar um sorriso sem razão nenhuma, ela não consegue e reconhece que está vivendo da forma errada."Deus abençoe aqueles que conseguem viver sem um dia a sua consciência perder. Sou um ser humano e tenho mil corpos dentro de mim, com meus dublês insensatos não chegarei a lugar algum."

02. Incógnitas
Sentimento: Arrependimento.
Sabe quando você sente que um artista expressou exatamente tudo o que você sente? Isso acontece com "Incógnitas". Nesta faixa, a cantora diz o que ocorreu quando resolveu voltar atrás de seu grande amor. Ela revela que não foi bem recebida e que ainda trouxe problemas para o rapaz mas que, na verdade, não queria causar nada disto e que agora perdeu a confiança e a amizade de seu amado e diz estar arrependida por seus atos. "Eu não sabia como deveria me sentir. Aqueles que estavam ao meu lado preferiram não se interferir. Cada vez mais eu me via presa em meu ego, eu não queria ter causado nenhum transtorno e nem que a minha chegada fosse algo mal quisto [...]".

03. Ausências & Excessos
Sentimento: Desilusão.
Chegamos ao ponto mais alto do álbum. "Ausências & Excessos" é tão perfeita a ponto de cantar exatamente tudo o que todos nós já sentimos em pelo menos um momento da vida. Uma canção tão harmoniosa mas, ao mesmo tempo, tão forte a ponto de nos fazer chorar rios de lágrimas. Nesta faixa, Van Vogue desabafa toda a sua dor em relação à uma pessoa que a iludiu e decepcionou. "Você sofre com a ausência dos sentimentos e eu com o excesso deles" aponta ela em um refrão majestoso jamais visto anteriormente na história da música virtual. Apesar de, no refrão, o culpar por tudo dar errado, nos versos da canção ela diz o como se sentiu e como reagiu após o término, revelando que demorou para que sua vida voltasse aos eixos depois dessa decepção. "Tem gente que chove por dentro, morre por dentro, se alaga por dentro, mas amanhece por fora. Tem gente que por mais que a gente erre, nunca vai embora." É simplesmente magistral!

04. Nostalgia
Sentimento: Falta.
Com uma sonoridade um pouco mais elevada e uma letra bastante reflexiva, temos "Nostalgia". A canção fala sobre a perda de um amor, mas não é aquele tipo de perda onde a pessoa amada falece e você entra em depressão absoluta, estamos falando da perda onde os dois amados são obrigados a se separar, morar em lugares diferentes e, consequentemente, acabam não conseguindo ficar juntos por muito tempo. Durante toda a faixa, Van Vogue não poupa palavras para contar que sente falta do seu amado, de tê-lo por perto e como gostaria de viver eternamente ao seu lado, mas ela sabe que isso não é possível. "Os faróis dos carros jamais serão tão brilhantes como eu e você fomos. Nada jamais me fará feliz novamente do mesmo jeito que você me fazia."

05. Dinheiro & Glamour (Nada Disso Importa)
Sentimento: Arrogância.
Aqui nós começamos a fase fútil e louca do álbum. Atenção: fútil não é o mesmo que ruim, é bom retratar isso. A canção aborda um tema onde Van Vogue retrata uma mulher arrogante que nunca se satisfaz com nada que lhe é dado e sente prazer em pisar nas pessoas. Mesmo com a fama de desequilibrada ela se mantém com a mesma personalidade arrogante e maldosa e continua a gastar seu dinheiro da forma que bem entende. "Dinheiro & Glamour" tem a sonoridade mais animada do álbum até aqui e nos levanta a cabeça depois de tantas tragédias citadas nas faixas anteriores. "Que eu sou louca, todo mundo já sabe. Quero nadar nas suas soluções lacrimais e desacelerar o seu ritmo cardíaco [...]"

06. Possessiva
Sentimento: Obsessão.
"Possessiva" é a versão oposta da mesma tragédia citada em "Ausências & Excessos". Neste caso, a mulher, ao invés de sofrer e culpar o homem por tudo dar errado, não aceita o término e começa a perseguir o rapaz até que tenha ele de volta. Durante toda a canção, Van Vogue cita coisas que ela gosta no amado e revela todos os seus desejos insanos que gostaria que ele realizasse, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer. É uma das melhores canções do material e foi colocada no melhor momento possível, já que a música anterior e as próximas duas representam uma versão alternativa e completamente oposta da mulher apresentada nas 4 primeiras. "Me chame de possessiva, não há nada de errado querer algo que eu nunca vou ter. Me chame de possessiva pois é o que eu sou quando corro atrás de você."

07. Não Me Fale (Abobrinhas)
Sentimento: Insanidade.
Digam o que quiserem, mas, "Não Me Fale (Abobrinhas)" é a pior música do disco. A faixa é a mais no sense do material e não acrescenta em nada na temática que ele passa. Individualmente, a canção é boa e dançante, mas, quando é posta junto a obras como "Doppelgänger" e "Ausências & Excessos" ela simplesmente se torna fraca. Eu a descartaria facilmente do disco.

08. Fashionable (feat. Nana Harvana)
Sentimento: Luxúria.
Voltando a retratar a fase "louca" da personagem principal do disco, "Fashionable" não se torna descartável apenas por dar continuidade a mensagem de "Dinheiro & Glamour" e por ser sonoramente superior do que a mesma. Nesta faixa, Van Vogue se retrata como alguém influente no mundo da moda e não nega felicidade em ter todos os mimos que a indústria traz. Essa é a primeira faixa onde a personagem diz, explicitamente, ser alguém superior. "O meu salto é alto, mas minha moral é baixa. Dou tudo de mim para a morte das minhas inimigas. Estou gastando calorias andando na passarela enquanto você almoça pão com mortadela."

09. Vícios
Sentimento: Incapacidade.
Dando início a uma nova fase do disco, temos "Vícios" trazendo uma mensagem onde a cantora se vê incapaz de vencer seus vícios, sejam eles drogas, bebidas ou até mesmo alguém. E é essa a beleza da canção, você pode interpretá-la da forma que desejar. Se você acha que o "vício" citado é uma pessoa, você pode interpretar a canção dessa forma, mesmo que esse tema já tenha sido abordado em "Possessiva". O real vício ao fim das contas é a própria canção que tem uma batida bem chiclete e uma letra bastante expressiva para deixar tudo mais perfeito.

10. Human Frame
Sentimento: Perdão.
"Human Frame" foge completamente dos "padrões" para uma música fazer sucesso, mas também têm todos os motivos para ser aclamada. Com uma sonoridade mais calma e relaxada, a letra traz uma das melhores mensagens motivacionais já apresentadas até hoje. Nesta faixa, Van Vogue expressa o ditado "Errar é humano" de uma forma mais detalhada e diz que, mesmo tendo errado bastante, ela seria capaz de perdoar a pessoa que machucou seu coração se ela se mostrasse arrependida do que fez. É como ouvir o outro lado da história de "Incógnitas", é incrível como tudo nesse álbum acaba se conectando, coincidentemente ou não. "Nossos erros nos moldurarão como humanos, somos apenas mariposas aprendendo a voar. Não tenha medo de cair, tenha medo de no chão ficar."

11. Heartbeat (feat. Lexie Stone)
Sentimento: Decepção.
Deem pausa nesta resenha e ouçam Heartbeat novamente. Ouviram? Agora me digam, o que você entendeu da letra? Se você me disser que a letra fala sobre um cara que abandona uma mulher sozinha após descobrir que ela é cega, você acertou! Qualquer outra explicação para esta faixa está incorreta, porque é exatamente isso o que ela significa. Van Vogue e Lexie encarnam uma personagem que tem deficiência visual e, obviamente, não consegue enxergar. Essa mesma personagem conhece um rapaz e eles começam a se dar bem e acabam juntos, ao fim do dia, quando ele descobre da incapacidade da mulher, a abandona sozinha simplesmente pelo fato de não querer "cuidar" de uma deficiente visual. Uma belíssima letra acompanhada de uma maravilhosa produção, não esperava menos dessa parceria. "Você apenas me iludiu. Eu acreditei no seu carinho, mas você me destruiu como um pedaço de papel. Você simplesmente me esqueceu por causa da minha condição, mas tudo o que eu queria era ouvir a batida do seu coração."

12. Sujeira (feat. Lady Murphy)
Sentimento: Nenhum!
Infelizmente, dessa parceria eu esperava mais. Depois do smash hit "Broken Girls" eu esperava muito mais de "Sujeira". Instrumental saturada, letra sem sentido e é a primeira e única vez que não consigo identificar nenhum sentimento expresso através da canção. "Sujeira" podia dar as mãos para "Não Me Fale" e irem embora juntas do disco, porque ambas não acrescentam em nada para ele.

13. Butterfly Cry
Sentimento: Inconformação.
Ao se ver entalada em meio a tantas tragédias, Van Vogue não se conforma em não poder reverter a situação em que se encontra. "Butterfly Cry" tem sonoridade semelhante à "Human Frame", porém, temáticas completamente diferentes. Inconformada com tudo o que está lhe acontecendo, Van Vogue se levanta sozinha do buraco onde estava soterrada e recomeça sua vida, sem a ajuda de ninguém, não porque quer e sim porque ninguém estendeu a mão para tal. A faixa pode ser levemente associada ao momento em que Lady Murphy deixou de co-empresariar Van Vogue e ela teve de recomeçar sua carreira sozinha. Sabemos que as duas estão "de bem" atualmente, foi apenas uma associação que pode ou não ser verídica. Acalmem-se!

14. Resiliência
Sentimento: Superação.
Chegando ao fim do álbum, temos um dos melhores momentos do mesmo. "Resiliência" é o momento onde Van Vogue supera todas as suas tragédias e volta mais forte do que nunca para o "jogo" mais conhecido como vida. Durante a canção, ela nos recorda sobre todos os momentos passados no álbum até chegar na conclusão de que conseguiu superar todos eles. É a segunda melhor faixa do disco, perdendo apenas para "Ausências & Excessos". É impossível não se emocionar ao ouvir a faixa e pensar que tudo o que Van Vogue retratou nesse álbum foi real, foi baseado em sua vida e que ao final de tudo, ela superou. É uma grande mensagem de superação para todos e nós devemos seguir este exemplo.




sábado, 23 de janeiro de 2016

Resenha: "Bubblegum" de Vittoria Ametiste

A cantora Vittoria Ametiste liberou por streaming online na plataforma YouTube, o seu segundo Extended Play chamado "Bubblegum" no dia 28 de Novembro de 2015. O projeto é o terceiro projeto que a diva faz no oddcast, depois de trabalhos como "Santa Paus" e "Perfume". Confira a resenha deste Extended Play feito pela equipe da Oddcast Guild:

O EP começa com a faixa "Intro", uma faixa de 20 segundos que pergunta para o ouvinte se ele quer "Mastigar este chiclete", nos iniciando a jornada de seu disco. A música é resumida entre ecos a cada frase e palavra que ela pronuncia.

 Depois de 20 segundos ouvindo ecos, somos redirecionados à música "Adore". É uma música synthpop, que fala sobre adorar uma pessoa que não te considera como um amor e sim como uma amizade. A música leva a produção de Antonietta Gienrich e a composição própria de Vittoria Ametiste. A composição se encaixa muito com a instrumental, uma produção e uma composição mediana.




A terceira faixa chamada E.T possui a capa diferente do resto do projeto e é completamente inspirada em "Codinome Venenosa" da cantora Lovalot Banks. A produção da música é da cantora Lady Murphy, e de acordo com a instrumental é repetido patterns de gemidos de Vittoria Ametiste. Essa música nos trás de volta a época que Vittoria Ametiste era uma artista photoplayer e fazia músicas sexuais. É uma música pop genérica, a composição é engraçada e facilmente viciante. Podemos defini-lá como o ápice do álbum.

A quarta faixa chamada "Modern" é completamente maravilhosa. Com certeza foi alguma música unreleased da Gabi que foi lançada como uma do projeto. É como se Rich Bitch e Skin estivesse de mãos dadas. Apesar de possuir a mesma voz de Vittoria Ametiste, essa música poderia ser de qualquer pessoa que possuí a voz da Gabriela no oddcast, mas não dela. Uma composição que não parece ser tão fútil quanto as que costumamos ver de Vittoria.

Quinta e última faixa é o primeiro single lançado do projeto de mesmo nome, "Bubblegum". Mais uma vez leva a produção da cantora Lady Murphy, e como de costume, os patterns estão se repetindo de acordo com a instrumental. É a música mais eletrônica do álbum, suas batidas por minuto são aproxidamente 140 e a composição compara atos sexuais com doces.