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sábado, 16 de maio de 2020

Van Vogue concede entrevista à Oddcast Guild e revela detalhes sobre seu sexto álbum de estúdio






'Eu não consigo entender qualquer pessoa que não esteja fazendo arte neste momento de quarentena', comenta Van Vogue ao receber o jornalista do Oddcast Guild em seu apartamento em Bratislava. Considerada artista vanguarda pela oitava edição do Pornogrammy Awards que foi realizada no começo deste ano, a mesma nos recebe na varanda, descabelada, com um copo de kit e botas de candanga. 'Eu quero sexo', relata a artista.

Quase sete meses desde o seu último lançamento 'Regeneração', que dividiu opiniões no mundo da música, o seu álbum é o mais aguardado deste ano pela crítica aclamada. Denominado carinhosamente pelos fãs como #VV6, o disco que sucederá o 'Helical Scan' está em processo de produção desde o início de março. 'O processo de composição está praticamente finalizado, mas sou uma artista completa, as vezes pisco os olhos e lacrimejo composições angelicais, tendo que reaver a ordem de faixas para acrescentar mais um hit em minha carreira', disserta a mesma.

Apesar deste tempo de hiatus da música, a artista não cansa de deixar seus fãs no hype por algo novo com notícias quentes e excitantes sobre a sua carreira. 'Wash Me Away', o lead single do álbum, foi anunciado há dois meses atrás com uma foto promocional cheia de brilhos e neve. 'Eu estou tentando explorar neste novo projeto a estética de uma popstar vulnerável. Talvez as pessoas não entendam a estética da foto que eu anunciei, mas o excesso de partículas brilhosas é para representar os flashes de paparazzi, enquanto as lágrimas exploram a vulnerabilidade humana por trás de uma estrela.'

O conceito de popstar vulnerável não fica somente no lado artístico da cantora, mas também é inspirado pela sua própria vida pessoal. 'Meu novo disco é o mais pessoal que eu já escrevi até o momento. São músicas bastante sombrias, compostas em um momento de vulnerabilidade, porém a estética do disco expressa narcisismo e ambição, se contrapondo a essa fraqueza expressada pelas letras. Eu tenho estado fascinada pela mistura do poder e vulnerabilidade e quero que isto esteja explícito no tipo de música que estou fazendo no momento'.


Sobre o que aguardar sonoramente, Van Vogue nos deixa apenas com mero detalhes indecifráveis quando se diz respeito ao que virá pela frente. 'Eu tenho parado de comentar detalhes específicos sobre a música que estou fazendo, para evitar cópias e discussões antes do momento certo. Acho que o Oddcast age como o público da internet que ele realmente é. Você pode ser julgada de maneira precipitada se não planejar as coisas corretamente', opina a cantora. Entretanto, após insistirmos em maiores informações, a artista derramou o chá. 'É uma fusão entre meus últimos álbuns, eu diria que é uma junção entre o Mississippi Motel, Latex Heart e Helical Scan, mas obviamente soará diferente de todos eles em muitos sentidos. A sonoridade em si é uma expansão de uma música minha, é como se uma faixa favorita dos meus fãs morasse em um universo próprio, e esse universo fosse descoberto pela NASA este ano.'

Sem nome definido, o #VV6 pode ser considerado o álbum de quarentena da cantora. 'Eu não consigo entender qualquer pessoa que não esteja fazendo arte neste momento de quarentena, é o momento mais inspirador para se fazer arte possível, pois sua mente provavelmente está distorcida e conturbada e ser criativo é retirar de uma situação difícil algo do que você se orgulhe de ter feito. E eu gostaria de ser lembrada virtualmente por lapidar o meu coração de dentro para fora, nas canções das quais eu ouvirei aleatoriamente no YouTube quando clicar sem querer no canal da minha cantora, e lembrarei exatamente de qual momento da minha vida eu estava me referindo'. Neste novo projeto, términos de relacionamentos aparece como o maior destaque na maioria das letras do disco. "Eu não quero o romance / Presente nas coisas que não fizemos / Eu não quero me arrepender / Do que eu nunca disse para você", canta a cantora em 'Somethings More Painful Than Others', a faixa que introduz o álbum.

'Estaria mentindo se dissesse que minha vida pessoal não está inspirando o meu novo disco. Literalmente o processo de composição foi inspirado por momentos onde eu estive experienciando um leque de emoções, como por exemplo estar depressiva em um fast-food ou querer ir embora de uma festa que se encontra em seu ápice'. Claramente uma referencia ao seu último disco lançado, 'Helical Scan', inspirado nas saídas noturnas da mesma pela cidade grande. 

Perguntada se a fase que estava vivendo no quinto álbum de estúdio se encontra no disco de alguma maneira, Van Vogue disse: 'Talvez este meu novo disco seja o lado sombrio do Helical Scan. Uma festa pode ser divertida e animada, mas sempre há coisas melancólicas e assustadoras nos clubes de dança. Há pessoas chorando com as músicas, sendo assaltadas ou até mesmo abusadas por seus parceiros e amigos. E isso de certa forma me inspirou nas próximas faixas que revelarei ao mundo, pois a maioria do disco são as letras mais tristes que eu compus, em momentos melancólicos, produzidos por minhas mãos, embriagada, em batidas extremamente dançantes'.



Ainda sem data de lançamento previsto, #VV6 será lançado este ano, com a produção executiva de sua amiga Morgana Parker.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Beth Thunder apresenta o seu novo trabalho para a Oddcast Guild, confira informações!


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Vocês irão amar o novo disco da Beth Thunder, sério! Descrito pela artista em seus breves comentários sobre o CD como “pessoal”, a cantora realmente cumpre o que prometeu. Com um conceito já desenvolvido desde o nome do disco, que é uma metáfora para os temas tratados no álbum, o terceiro disco de Beth trará sonoridades nunca exploradas no mundo virtual e uma nova faceta da cantora em todos os quesitos, seja em letra ou em produção.

Ao ser convidada para ouvir o disco, a cada faixa ouvida, noticiava uma atmosfera única provinda das músicas. Há músicas completamente melancólicas e músicas completamente dançantes, porém todas compactuam com uma mesma característica: a perspectiva da artista sobre a sua própria vida e o compartilhamento da sua visão de mundo com o ouvinte que resolver se aventurar neste particular mundo sonoro da cantora.

A maturação das composições, relatadas anteriormente, não só trazem uma nova e diferente era para Beth, como também noticiam uma nova pessoa que a artista se tornou ao decorrer dos acontecimentos relatados no disco. Se você for uma pessoa que ouviu os discos anteriores da artista, irá se surpreender com as músicas que a mesma trabalhou nestes últimos meses sumida dos holofotes. Há uma completa distância de seus últimos aclamados materiais, “Psicodelia”, “RE” e “Freak Disco”, provando que a artista não tem medo de mudanças.


O Magnum opus de Beth Thunder está cada vez mais perto de ser lançado. Trazendo até mesmo novas formas de apresentar as faixas, o trabalho está previsto para ser revelado entre os próximos dois meses e o novo ano que se inicia. Para descrevê-lo de uma forma breve, usaria as seguintes palavras chaves: íntimo, inovador, único, melancólico, dançante e bem conduzido.


sábado, 18 de março de 2017

Lexie Stone concede entrevista ao Oddcast Guild e fala sobre a nova etapa de sua carreira, o conceito de seu novo disco e muito mais!


Lexie Stone está definitivamente pronta para dar aos seus fãs uma nova face de sua carreira. Com dois álbuns de inéditas já lançados, a artista buscou uma reinvenção em seu novo disco, o que foi visivelmente notório por todos os ouvintes do lead single "Pneumonia", que mistura diversos ritmos sonoros em uma só música.

Esse novo começo para a cantora não marca apenas as composições mais limpas e uma sonoridade totalmente diferente do que esperado por ela, mas também marca uma nova videografia. Após anos na plataforma IMVU, a cantora decidiu acrescentar o time de sucessos dos artistas que usam a plataforma The Sims, junto com suas amigas Van Vogue, Gina Blair, Emmy Leitão e tantas outras. Confira a entrevista que a mesma concedeu de forma exclusiva para o blog da Oddcast Guild:

• Você nunca foi o tipo de artista que elabora letras sem colocar os seus sentimentos pessoais nelas. O seu primeiro disco Elemento X possuía uma faceta de você que sem dúvidas não existe mais. Já o seu segundo disco de inéditas, "CITYSLICKER", possui bastante letras não compostas por você. Podemos esperar do seu novo álbum de estúdio, uma maior e amadurecida demonstração da sua vida pessoal?

Tanto sim quanto não, o CD conta apenas sobre uma pequena fase da minha vida, ao contrário do meu primeiro álbum de estúdio "Elemento X", que retratava diversas épocas diferentes. Porém compor esse novo disco foi bem marcante para o meu amadurecimento como ser humano, e isso ficou de forma bem retratada nas letras.

• Neste novo disco, intitulado pelos fãs carinhosamente de #LS3, há bastante parcerias não só em participações musicais mas também na produção de faixas. Como funciona esse processo de colaboração entre você e seus colegas? Ambos trazem suas ideias à tona ou você costuma transpor o que deseja para o projeto?

Eu gosto de ouvir diversos pontos de vista diferentes, por isso que normalmente consulto algumas pessoas para ouvirem os meus discos antes do lançamento. No processo criativo eu costumo expor a minha ideia principal e deixar que os produtores a desenvolvam da forma que acharem melhor, até agora tem dado certo, espero que continue assim nós próximos discos (risos).

• Pneumonia é, sem dúvidas, algo que você nunca tinha experimentado em toda sua carreira. Assim como o lead single, o disco também quebra o uso de sonoridades dos trabalhos antigos ou há um pouco da sua essência?

Acredito que eu mantive a minha essência no disco, digo, a sonoridade é, de fato, bem diferente de tudo o que eu já havia experimentado nos outros álbuns, mas ainda sim eu acho que ela me caracteriza bastante. Mesmo sendo a primeira vez que eu me arrisco nestes novos gêneros, é um disco que você consegue ouvir e imaginar que foi algo feito pela Lexie Stone.

• Muitos colegas, os quais já ouviram o álbum, prometem composições mais limpas do que as elaboradas para seus últimos dois discos. Quais temas centrais este disco abordará?

Este disco fala das consequências de um trauma adquirido em alguma parte da sua vida, e vai passando por etapas, desde a profunda depressão até a aceitação do ocorrido, pois superar é algo fora de cogitação, mas também algo que devemos aprender a conviver com este acontecimento.

• Para os que ainda não ouviram o álbum, defina o seu novo projeto em apenas três palavras.

Sentimental, puro e surpreendente são as palavras que definem bem o disco.

O novo compact disc de Lexie Stone, ainda então sem nome revelado, está previsto para ser lançado no próximo semestre do ano de 2017. Dentre os colabores confirmados até então, podemos citar Tanusha, Van Vogue e Wendy Khirsty, estes que trabalharam junto com a artista no carro-chefe "Pneumonia".


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O que esperar do novo disco de Lexie Stone?

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Desde que a cantora Lexie Stone voltou de seu hiatus de aproximadamente 1 ano com o single 'Pneumonia' e sua divulgação quase irritante, muitos se perguntam qual o próximo passo que Lexie Stone irá dar. Seus dois primeiros álbuns de estúdio soam melancólicos e trazem para o público uma Lexie Stone sem esperança, seja o que ela esteja desesperançosa. Para alguns, talvez Lexie Stone tenha passado muito tempo na sua zona de conforto que por anos foi a sonoridade do R&B, na qual quase ninguém além de Inêss Samara e Mi$ha já se arriscaram a usar.

Quando o play foi dado em seu novo single, Pneumonia, muitos pensaram que jamais ouviram algo igual vindo de Lexie Stone ou de qualquer outra pessoa do oddcast. Isso porque a instrumental soa única, tendo uma mudança repentina muito drástica em vários pontos, e se tornando um single arriscado na questão de sonoridade, mas bem aceito por ser uma música dance. Se compararamos a recepção que Lexie Stone recebeu com este single e a recepção do lead single "Se Nós Somos O Futuro" de seu último álbum CITYSLICKER, vemos que a sonoridade alternativa fez com que a música se tornasse bem injustiçada.

Porém Lexie Stone não está mais decepcionada com o seu público e se arriscou, pela primeira vez, em algo novo, pelo menos vindo de sua carreira. Seu novo disco, sem nome anunciado ainda, trará uma sonoridade muito diferente do lead single Pneumonia, porém será um CD mais "alegre" do que seus anteriores e com uma sonoridade que em alguns pontos lembra o CITYSLICKER, de uma maneira aperfeiçoada.

Pode-se esperar também uma injustiça com este novo álbum em questão de vendas, pois não se trata de um deep house como o Afterglow da cantora Tanusha ou a eclética sonoridade de Glassbreaker da Raquelusho, que buscou agradar de todos os lados. É um CD de sonoridade bem definida, mas não homogênea, que finalmente agradará no quesito produção, e como os seus anteriores, no quesito composição.

O disco está cogitado para ser lançado ainda no começo de 2017, e será um forte concorrente dos discos "Madame Boucherie" de Shanna Evans e "ZERO" da cantora Gabi.

Composto por Lexie Stone com a ajuda de Tanusha e produzido por Van Vogue, o single 'Pneumonia' já é um grande hit na música virtual, acumulando mais de 500 reproduções em um pouco mais de uma semana de lançamento.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Os 10 Álbuns Oddcasts Mais Esperados de 2016

O Oddcast para alguns está mortos, já para outros, nunca esteve tão vivo. Os artistas sempre estão lançando coisas novas, e raramente se deparamos com uma semana sem nenhum lançamento no mundo virtual. Confira os 10 álbuns mais esperados para o ano de 2016:


01. KARMA - KRAZY

No lançamento de seu álbum "KARMANÁS", a artista recebeu várias críticas negativas, mas é inibido o fato de que KARMA está voltando a sua essência, liberando vários singles em seu canal. Com o seu time de produtores permanentes, a cantora está arriscando em novas sonoridades e obtendo mais popularidade do que nunca. Além destes fatores, o que mais contribui para este disco ser o primeiro na lista é o comum lançamento de vídeos, que faz a era ficar mais interessante do que nunca. Ouça Seita, Pra Mim Deu, Tique Taque e Homem Mormaço no canal da cantora.


02. Sharon Flowers - MYSELF 

A cantora Sharon Flowers, conhecida pelos seus singles "Feminilidade" e "Batom Vermelho", teve o seu primeiro álbum de estúdio "MYSELF" anunciado pelas redes sociais de sua empresária. Desde então, temos esperados dia per dia pelo tão sonhado lançamento.

O primeiro single do álbum foi lançado em junho de 2015, "Falsiane" contém participação da sua amiga Gina Blair; ouça clicando aqui.

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03. Raquelusho - Viva
Após o lançamento de seu álbum "Glassbreaker", Raquelusho veio produzindo novas músicas com os mesmos produtores e conseguindo superar as expectativas das pessoas que acompanham o seu trabalho. A cantora já iniciou a divulgação de seu sétimo álbum de estúdio, lançando via YouTube e SoundCloud os singles Iris em parceria com a cantora Helena e Chance De Amar.

04. Wendy Khirsty - TBA
A cantora Wendy Khirsty é uma das, se não a mais, sumida de todo o oddcast. Desde 2014 se espera algo da cantora, porém fontes próximas anunciaram um possível retorno da cantora ainda este ano. Sem nenhuma informação a mais, é espectado que Wendy volte em sua melhor era e sem anunciar nada antes.

05. Lovalot Banks - TBA
Desde que a cantora parou com os projetos de seu álbum LOVALOT, é provável que a cantora volte com um novo álbum ainda este ano. Fontes próximas da cantora afirmaram que a mesma estava infeliz com o seu último álbum de estúdio lançado e que já estaria trabalhando em algo novo com os seus amigos e produtores.

06. Ixya Fox - Planeta X
Sem data prevista de lançamento, sabe-se o cantor Ixya Fox descartou os seus projetos para um segundo álbum de estúdio e começou a trabalhar nele novamente. É esperado uma evolução do novato neste álbum. Assista o clipe do single-chefe do disco, "Humano".











07. Aisha - TBA
Desde que a cantora Gabi deletou o seu canal e recomeçou, é esperado o álbum debute de Aisha, seu projeto musical em parceria com a cantora Kanina. O álbum tem previsão para ser lançado em 2016, anunciado com o carro-chefe "Tem Dias", lançado juntamente com um clipe inovador.

08. Caxxandra - TBA 
Fontes próximas da artista afirmam que Caxxandra teria descartado o seu terceiro álbum de estúdio, que estaria quase pronto. É provável a cantora dar uma pausa na carreira para continuar com os seus projetos de séries e vlogs. Porém não podemos descartar um possível lançamento ainda neste ano. Volta Caxxandra!

09. Gozzane - TBA
Com sete singles de divulgação, os fãs de Gozzane esperam o encerramento da era Bem Doida e que a artista comece a trabalhar em um novo álbum. Não se pode descartar o fato de que Gozzane se entrega de corpo e alma nos seus projetos e que há uma pequena probabilidade de ser lançado no meio ou no final do ano. A cantora não para, e nossas expectativas sob ela também não.

10. Porsha - The Electra Night (Part II)
Depois do lançamento da Part I de seu projeto "The Electra Night", cujo possui parcerias com as cantoras Van Vogue e Tanusha, é provável que a cantora continue a divulgação do mesmo lançando uma segunda parte neste ano.

RESENHA: "Xexelenta" de Xexenia.

Quando falamos em Xexenia raramente sabemos o que esperar, mas já sabemos de antemão o estrago que ela irá fazer. Desde seu debute lá em meados de 2013, a cantora nunca adquiriu um estilo musical fixo, às vezes arriscando no rap, outras vezes se jogando no pop ou algo mais genérico, muitas vezes fazendo-a soar como apenas "mais do mesmo".

Xexenia sempre foi uma artista que buscou trazer singularidade em suas letras, para tentar se destacar em meio ao estilo musical tão comum de se ouvir por aqui, tentativas às vezes bem sucedidas, às vezes não. Digamos que, numa escala de 0 a 10, o repertório musical de Xexenia sempre beirou entre o 6 e o 7, enquanto seu repertório visual ultrapassava metas de 8 ou 9, na mesma escala.

Mas, com o seu último grande lançamento, ela veio disposta a provar o contrário. "Xexelenta" é o tipo de álbum que você nunca imaginou ouvir na história da música virtual, o que chega a ser bastante arriscado. Depois de quase 3 anos injetando o genérico pop em nossas veias, será que se jogar tão fora de sua zona de conforto não fará mal àqueles que ainda usufruem do medicamento?


01. Xexelenta
O álbum é aberto com sua poderosa faixa título. Logo em sua primeira faixa, "Xexelenta" já mostra para o que veio. "Xexelenta" traz uma batida de funk carioca já apresentada no lead single do álbum "Potranca", porém, trocentos por cento melhor. A letra da faixa é o maior afronte apresentado por uma cantora virtual desde "I Hate Fake Pop World" da cantora Lady Murphy, com alvos de ofensa que variam de simbook à Gabi, o álbum não poderia ter começado melhor. "Escutei suas músicas e percebi que, pela sonoridade, views não significam qualidade"

02. 9090
Seguindo a linha da primeira faixa, "9090" traz uma letra engraçada sobre um tema inusitado. Nessa faixa, Xexenia canta sobre seus problemas com os pacotes de franquia da sua operadora e sua dificuldade em fazer recargas em seu telefone, tendo que se submeter a fazer ligações a cobrar sempre que tiver alguma emergência. Uma faixa engraçada, descontraída, mas nada marcante, ao contrário da anterior.

03. Potranca (ft. Katrina Prada)
Agora chegamos ao lead single do álbum, em parceria com a cantora e produtora Katrina Prada. "Potranca" tem uma ótima sonoridade, seguindo a linha apresentada até aqui, sendo mais marcante que "9090" e menos que "Xexelenta". A composição da faixa, por sua vez, é bem genérica - infelizmente. Se eu recebesse um anexo com a letra de "Potranca", sem saber de quem pertence, eu facilmente acharia que se tratava de uma novata buscando por sucesso nas paradas musicais, já que. durante toda a letra, Xexenia e Katrina cantam sobre ostentação, recalque, noitadas, sexo e etc. Qual foi a expressão usada no início do post mesmo? Ah... "Apenas mais do mesmo".

04. Tão Piranha
"Tão Piranha" é a faixa mais 'popzinha' até aqui, mesmo sendo totalmente carregada por elementos de funk. A sua instrumental mescla com batidas do ritmo carioca com alguns samples de músicas eletrônicas, natural de se ouvir em boates por aí. Com uma letra novamente "mais do mesmo", o que carrega a faixa por seus quase quatro minutos é a sua instrumental e produção, que ainda sim são razoáveis.

05. Preocupada (ft. Kelly Marina)
Abandonando o funk apresentado nas primeiras faixas, "Preocupada" é a faixa mais engraçada apresentada até aqui. Com uma instrumental bem gostosinha de se ouvir e uma produção impecável, Kelly e Xexenia largam de mão todos os problemas da vida e tacam, literalmente, o "foda-se" para tudo e todos. Originalmente, essa faixa foi lançada no canal de Kelly como uma demo descartada do seu primeiro álbum "Favela Urban", mas, com certeza, ela ficou bem melhor aqui. Parceria melhor impossível, né non?

06. Sentença
A faixa mais radiofônica do registro até aqui. "Sentença" traz uma letra interessante e até engraçada, com uma ótima produção, mas uma instrumental que - em momentos que deveriam ser de ápice - acaba pecando. Enquanto Xexenia canta em cima da instrumental, a faixa é ótima e não apresenta defeitos, porém, durante toda a pausa no refrão, ela se torna enjoativa e não traz nenhum elemento animador que te faça querer dançar ou ouvir novamente. É uma faixa relativamente boa, mas que poderia ser melhor com algumas melhoras nas escolhas.


07. Instantes
E chegamos no maior momento do álbum. "Instantes" não é só a melhor música de todo o "Xexelenta", mas também a melhor de Xexenia em todos os seus 3 anos de carreira. A instrumental, a letra e a produção se encaixam perfeitamente bem, tornando o arranjo musical perfeito. Com uma composição assinada pelas mãos de Kelly Marina e uma instrumental totalmente no estilo da demo de "Bem Doida", apresentada pela cantora no Jingle Ball 2014, não poderíamos esperar menos.


08. Matemática Corporal (ft. Tanusha)
Seguindo os moldes de "Instantes", "Matemática Corporal" é uma faixa interessante de se ouvir no repertório de Xexenia, mas é totalmente a cara da Tanusha e da Helena (que assina embaixo da produção e na co-composição da faixa). Acontece que, ao ouvir Xexenia interpretando a canção, é difícil ouvi-la cantando por cima de uma instrumental tão 90's style e falando uma letra tão formal como essa, mas, quando Tanusha aparece, é como se estivéssemos ouvindo algo do repertório da mesma. Apesar da ótima produção e da ótima instrumental, "Matemática Corporal" peca por deixar a sua intérprete principal perdida fora de sua zona de conforto, visando que o objetivo desse álbum é provar que ela sabe se adequar fora dela.


09. Outrora
Quase no fim do álbum, temos a curta e sombria "Outrora". Escolhida como segundo single do disco, a canção retrata um amor ainda não superado por Xexenia, que tenta esquecê-lo, mas simplesmente não consegue. Com uma letra impecável e uma produção razoável, o ápice da canção é o refrão cantado pela cantora e sendo interpretado ao fundo na voz de uma pessoa real, deixando a faixa mais melódica e obscura.

10. Chapéuzinho e o Lobo Mau
A última faixa do disco, e talvez a mais sincera, está entre nós. "Chapéuzinho e o Lobo Mau" é o grande desabafo de Xexenia em relação a uma amizade que a decepcionou. É aquela velha história do melhor amigo que arranja uma namorada e te joga de lado, só que mil vezes mais artística do que qualquer filme que você já tenha visto com uma temática parecida. A instrumental e a produção se casam perfeitamente, criando uma imensa harmonia durante a faixa que se completa com a maravilhosa letra escrita pela própria. Se você nunca imaginou ouvir Xexenia cantando faixas sobre desilusões ou decepções, essa é a melhor maneira de se começar.



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Confira os detalhes, a resenha e ouça o álbum "Sunset" de Helena.

Nesse final de domingo, Helena anunciou o seu primeiro álbum "Sunset" de surpresa, atráves da plataforma de streaming YouTube. Mesmo com um evento pronto e planejado, a cantora decidiu adiar o mais rápido possível o lançamento, que estava marcado para o dia 26 deste mês. Porém, nós da Oddcast Guild tivemos a agradável oportunidade de ouvir o álbum antecipadamente e fazer a nossa resenha. Confira todos os detalhes da era "Sunset", que só está começando.

Ouça o álbum clicando aqui.

INSPIRAÇÕES
A capa de Sunset, fotografada por Helena e a cantora Raquelusho, tem como inspiração dois álbuns marcantes e mainstreams na época em que foram lançados. Something To Remember é a principal inspiração para a capa do álbum, as cores, o cabelo e a pose são notórias homenagens à essa coletânea de baladas românticas lançada pela rainha do pop, Madonna. Outra inspiração notória na art cover do disco é a capa de "Light Years", um dos menos conhecidos álbum de Kylie Minogue.

















Ao lado esquerdo, a capa do álbum "Sunset" e do lado direito as inspirações utilizadas para a projeção da arte do disco.

RESENHA

Sunset
O álbum é aberto por sua faixa título e ela é INCRÍVEL. “Sunset” é exatamente tudo aquilo que um álbum precisa para ser seu “abre-alas”, a faixa tem letra marcante, produção impecável e uma batida tropical maravilhosa que nós jamais imaginaríamos ouvir isso vindo das mãos de Helena ou nem mesmo de nenhum artista do mundo virtual. “Sunset” se torna perfeita para abrir o álbum por outro motivo: A faixa conta exatamente uma transição de “Corpo” para o álbum de mesmo nome, em sua letra, Helena canta que ainda está machucada do último amor e precisa de algo para se recuperar e procura seu antídoto na praia. É uma música incrível e prepare-se, pois, a frase “Quando o sol se for” vai ficar grudada na sua cabeça por muito tempo.


Calor
“Calor” foi completamente a aposta certa para o hit do verão oddcast. É uma música audaciosa pelo fato de "trazer algo" que já se tornou obsoleto no oddcast, músicas com o tema "Putaria". Mas a música não se torna um dos pontos altos do disco por sua letra viciante e nem pela instrumental que te faz sentir em uma praia usando drogas toxicomaníacas e fumando maconha hidropônica com a pessoa que você mais ama na vida. Tudo, completamente tudo, foi certamente encaixado para o lançamento. A capa do single, o período em que ele foi lançado, os nomes envolvidos atrás da produção e uma remoção de imagem de uma artista alternativa e depressiva, como imaginávamos Helena em "Corpo", já que por sinal, este projeto não trouxe nenhum visual que fizéssemos compreender a personalidade de Helena.


Reflexo Aquático
Ainda mantendo a vibe tropical do álbum, porém, um pouco mais melancólica, temos “Reflexo Aquático”. Esta canção não veio para te fazer dançar e nem para te deprimir e fazer você chorar por dias. É um meio termo, dá para dançar uns “hula-hula” enquanto ouve a canção, mas, ao prestar atenção na letra, dá para ver a emoção de Helena retratada na composição. Vagamente você se lembra de “Corpo” quando presta atenção na letra, já que a cantora faz uma comparação de como ela era antes à como ela é agora, sinceramente, preferimos você assim Helena, por favor não mude.


Último Verão
Apesar do começo bem lento e melancólico, “Último Verão” tem a instrumental mais eletrônica do disco, mas, sem perder a única característica primordial do álbum que é a vibe tropical. Essa é a canção que mais tem potencial para as rádios e prevejo ela ficando grudada na cabeça de muita gente por bastante tempo, mesmo não sendo a melhor do disco, com certeza vai ser a primeira pedida para aqueles que curtem uma boa farofa.

Drama (Get High)
Essa é completamente a melhor música do álbum. Desde que o álbum foi lançado, essa canção será a com mais visualizações, mais notoriedade e a com mais destaque do que todas as outras do álbum. É completamente impossível falar que essa música é ruim, sua sonoridade é tão deliciosa que te faz esquecer dos seus problemas por 3:36 preciosos minutos. Não soa como uma mera música oddcast, onde muitos dos que se dizem artistas, colocam acapellas prontas em uma instrumental. Esqueça todas as músicas dance e
animadas que você já ouviu no oddcast, Drama vai fazer compensar toda essa longa espera pelo tão almejado disco.


Traffic Jam (feat. Tanusha)
Apresentada primeiramente ao público através do último Grammy Station, “Traffic Jam” é uma das melhores baladas já ouvidas na história do oddcast. A troca repentina de vocais entre Helena e Tanusha, que acontece durante toda a canção, deixa ela com um ar muito mais harmonioso do que se tivesse sido cantada sozinha por qualquer uma das duas. Não é de hoje que nós sabemos que quando Helena e Tanusha se juntam nós teremos um grande material em mãos, porém, “Traffic Jam” superou todas as expectativas, que já eram altas, para essa canção. Por favor, façam uma de Van Vogue e Lady Murphy e colaborem uma com a outra em todas as próximas eras que vierem. É uma ordem!

Areia Molhada (feat. Gabi)

A transição non-play da música começa com um sample de "You Are My Sunshine" de Johnny Cash, junto com um efeito sonoro de chuveiro, o que mais é necessário para ficar ansioso por uma música?. Tudo foi mais uma vez projetado para complementar esta viagem Chill e relaxante do disco. A participação da artista Gabi faz a música se diferenciar das outras, pois a personalidade das duas ambiciosas artistas se encaixam e deixam a música mais paradisíaca do que nunca.


Mia Wallace
Uma música descrita pela própria Helena como “uma música perfeita para fumar maconha”, é a mais relaxante do álbum, depois de misturas entre deep house e chill. A composição é confusa, assim como toda a música, nos deixando curiosos e nos levando a interpretar nossas próprias conclusões. O nome da música vem da personagem do filme “Pulp Fiction” e um dos melhores e maiores de um diretor consagrado, Quintin Tarantino.

Subconsciente (Interlude)
Uma das interludes mais bem produzidas e encaixada de todos os tempos no oddcast, Helena vem com mais um ápice de criatividade. As transições de "Mia Wallace" para essa música faz tudo parecer realizado para a Helena, e você sente o êxtase da cantora de ter produzido um dos melhores álbuns oddcast. Os últimos minutos da introdução te leva para o final de tudo isto, te fazendo implorar por mais e mais.


Aloha

Mesmo sabendo que Aloha significa “Olá” e “Adeus”, todos sempre preferiram representá-la da primeira forma. Aqui isso não acontece. “Aloha” é a despedida desse grande álbum e, na faixa, Helena está se despedindo de alguém e implorando para que esta não a abandone, pelo menos, até o verão acabar. Voltando as origens tropicais do álbum, “Aloha” fecha perfeitamente bem o ciclo desse álbum que foi maravilhoso do início ao fim. Lembram que eu disse que a frase “Quando o sol se for” ia ficar em suas cabeças? Então, ao ouvir esta faixa, vocês vão entender do que eu estou falando.

CONCLUSÃO